03/08/2023 às 23h38
/

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (3) o empresário Bruno Heller , apontado pelos investigadores como o "maior devastador" da Amazônia já identificado . Ele foi capturado em Novo Progresso, no Pará, em meio à Operação Retomada, que mira um esquema de invasão de terras da União e desmatamento para criação de gado na floresta amazônica.
Heller foi preso em flagrante, com ouro bruto e uma arma ilegal. Ele será conduzido ao sistema prisional em Itaituba (PA). Apontado como líder do grupo sob suspeita, o empresário já recebeu 11 autuações e seis embargos do Ibama.
Segundo os investigadores, o preso e o grupo dele "teriam se apossado de mais de 21 mil hectares de terras da União". A PF já identificou o desmatamento de mais de 6,5 mil hectares de floresta por parte da quadrilha. O valor equivale a quase quatro Ilhas de Fernando de Noronha, segundo a corporação.
Os agentes apontam indícios de "um único autor ser o responsável pela destruição ambiental, com emprego de enorme aporte de recursos", no caso, Heller.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado danificou áreas circundantes a terras indígenas e unidades de conservação. Perícias indicam que tais danos teriam atingido inclusive a Terra Indígena Baú, de 1541 mil hectares.
Operação Retomada
Os agentes da Operação Retomada vasculharam nesta quinta-feira três endereços em Novo Progresso (PA) e em Sinop (MT). Durante as diligências, foram executadas ordens de sequestro de veículos, de 16 fazendas e imóveis, e de indisponibilidade de 10 mil cabeças de gado.
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal que ainda bloqueou R$ 116 milhões dos investigados. O montante corresponde ao valor estimado dos recursos extraídos pelo grupo e do que seria necessário para recuperação da área atingida.
Segundo a PF, as investigações que culminaram na ofensiva aberta nesta quinta tiveram início após a identificação, por policiais baseados em Santarém (PA), do desmatamento de quase 6 mil hectares em Novo Progresso.
As apurações indicam que o grupo sob suspeita fazia cadastros fraudulentos junto ao Cadastro Ambiental Rural de áreas próximas às suas em nome de terceiros, em especial de parentes próximos. Depois, as áreas eram desmatadas e destinadas à criação de gado
De acordo com os investigadores, o esquema fazia com que os "verdadeiros responsáveis pela exploração das atividades" se sentissem "protegidos" de processos criminais ou administrativos - esses recairiam sobre os integrantes do grupo sem patrimônio.
FONTE: Diário do Nordeste
Há 11 mêss
Governador Clécio Luís recebe comenda nacional por avanços na alfabetização no AmapáHá 11 mêss
Polícia Federal deflagra Operação Timeline contra comércio ilegal de eletrônicos no AmapáHá 11 mêss
Polícia Civil apreende terceiro adolescente envolvido na morte de motorista de aplicativo em Santana.Há 11 mêss
Mulher é presa sob suspeita de tráfico de drogasHá 1 ano
Motorista embriagado atropela dois policiais durante abordagem em Macapá